Tenho andado sem tempo de postar aqui. Mas não por falta de assunto. A política da cidade continua uma bosta - todo mundo querendo ganhar algum por fora, com a prefeitura abandonando de vez a cidade, e após uma semana de chuva, todos os caminhos NÃO levam a Roma; ou seja, todas as estradas estão em petição de miséria. Acho que um pouquinho - só um pouquinho - de vontade administrativa resolveria essa questão, poupando centenas de pessoas que dependem de onibus de ficarem na mão, a pé, sem condução.
Tenho travado uma "briga" com a Associação do bairro onde moro. É um loteamento, mas todo mundo insiste em chamar de condomínio (é mais chique). Nessas saídas que tenho feito, fazendo manutenção em parabólicas na cidade - meu novo ramo de atuação, desde que comprei uma loja de antenas aqui em Jarinu (sem no entanto, abandonar a veia artística de direção de arte), descobri que chique mesmo é um condomínio - este sim, condomínio - que visitei, aqui mesmo em Jarinu, chamado Shambala II. Largas ruas asfaltadas, água encanada, telefone, internet, calçadas gramadas, portaria com porteiros treinados e educados, um lago enorme, rodeado por uma pista de cooper, um playground muito grande, com quiosque e churrasqueira, onde as vovós podem ficar, à sombra, olhando os netinhos brincarem. Coisa de primeiro mundo, mesmo. Mas o interessante é que, no loteamento-pseudo-condomínio onde moro, as ruas são de terra, cheias de buracos, sem manutenção, com mato nas beiradas das calçadas que, de tão alto, é até perigoso que escondam animais peçonhentos, a administração é feita (é??) por uma tal associação que tem como pau-mandado um tal proto-pseudo síndico (síndico? - mais uma artimanha pra não pagar a exorbitante taxa cobrada) que acha que é o Juvenal Antena ou o Fernandinho Beira-mar do Vale Esmeralda - o cara que manda e desmanda. Numa pendenga com a prefeitura, após 3 meses de protocolos e petições, consegui fazer com que a administração pública enviasse máquinas para acertar as ruas, e diminuir um pouco os buracos. Principalmente em frente à minha casa, onde há mais de 15 anos não passam a máquina, e onde existem buracos e desníveis de mais de 50 cms, inclusive com pedras enormes, o que dificulta a entrada de carro na garagem. Pois bem, consegui até levar o chefe da garagem para analisar a situação, e o mesmo me garantiu que no dia seguinte as máquinas - que já estavam trabalhando no loteamento - fariam o trabalho de nivelamento em toda a extensão da rua, inclusive em frente à minha casa. Eis, porém, que a associação andou mexendo nos encanamentos de distribuição de água, para suprir uma insistente falta dágua na minha rua, e largou um buraco enorme aberto, - adivinhem onde? - bem em frente à minha casa. Quando a esperada máquina chegou para fazer o nivelamento em frente à minha casa, o Juvenal Antena impediu, por causa do buraco - que aliás continua aberto até agora.
Bem... mas o interessante é que, enquanto no Shamballa (lindo) se paga uma taxa FACULTATIVA de R$ 40,00 mensais, no Vale Esmeralda, cheio de mato e buracos, sem manutenção alguma, sem correio, sem coleta de lixo, sem internet, sem cabo telefônico, dependendo da cara do proprietário, são cobrados até exorbitantes R$ 250,00 !!! Porque acham chique pagar condomínio, ninguém se manifesta. E os que, como eu, são contra a cobrança dessa taxa (uma vez que já pagamos IPTU à quem de direito - ou seja, a prefeitura) são taxados de "inadimplentes" e vistos como cidadãos de segunda categoria. Gostaria que os proto-pseudo-ricos do Vale Esmeralda fossem conhecer o Shambala, apenas para ficarem boquiabertos (como eu - que não sou rico - fiquei) e verem como é administrar DE VERDADE um loteamento que pretende ser chamado de condomínio sem ter que extorquir ninguém. Mais uma vez, chegou o Natal. E de novo, a maioria das pessoas cai no mesmo erro.
Arruma a casa, monta uma árvore bonita, cheia de luzinhas e enfeites, reúne a família, prepara uma grande ceia e ensina as crianças a ficar esperando quem?
O Papai Noel.
A gente faz uma grande festa e acaba se esquecendo de chamar o aniversariante.
Então, acho que seria uma boa idéia a gente diminuir um pouco a importância que damos ao Papai Noel.
Aquele velhinho gordo, gastador, que aparece nas propagandas da Coca-Cola e que fica nos estimulando a comprar e que está, desde o final de novembro, em TODAS as lojas dos shoppings , molhado de suor.
O que a gente precisa é resgatar o verdadeiro sentido da festa do Natal no mundo ocidental: Celebrarmos o nascimento do Cristo. Não só do Jesus religioso, do Filho de Deus que morreu por nós. A gente precisa resgatar também o Jesus revolucionário. O ecologista. O maluco beleza que, há 2000 anos, abalou as estruturas da Roma gastadora e cheia de vícios, com suas idéias de vida simples. De amor ao próximo. De comunhão com a natureza.
Temos que resgatar o barbudo que disse que somos todos uma só família. Todos habitantes do mesmo planeta Terra. Eu, você, o feirante, o doutor, o agricultor, o catador de papel. E que disse também que as diferenças impostas pela sociedade são cruéis e são fonte da maioria dos nossos problemas.
Temos que resgatar o homem que, ao ver que a comida não dava para todos, ensinou a dividir. E, ao invés de uns poucos comerem muito, todos comeram um pouco. O homem magro, de modos simples, que se alimentava e se satisfazia com frutas, grãos, mel, peixe e um vinhozinho de vez em quando, porque ninguém é de ferro. E não com leitoa, pernil, cabrito, tender, chester, lombo, picanha - geralmente, tudo junto na mesma ceia.
A gente precisa reviver as idéias do sujeito que introduziu o conceito de vida simples no ocidente. E praticou essa idéia todos os dias da sua vida. Aquele homem que vivia apenas com o necessário, porque acreditava que os únicos bens que a gente deve acumular são os valores que levamos dentro de nós.
Aquele homem que expulsou os mercadores do templo, ensinando que uma coisa são valores da alma. Outra são os do dinheiro. E feliz é quem consegue diferenciá-los.
Renascer a alegria de um homem que vivia rodeado de amigos, que amava os animais, que viajava, que era carinhoso e benevolente com todos. Principalmente, com aqueles que erravam.
Neste Natal, tenho pensado muito no aniversariante que a gente anda esquecendo de convidar, e que revelou-se um grande visionário. Um líder transformador, que parecia antever a encrenca que 2000 anos depois a gente se enfiaria. Em tempos de simplicidade voluntária e consumo consciente, não consigo ver ninguém melhor para seguirmos.
Que este ano, a gente consiga plantar a sementinha de um Natal verdadeiramente Cristão.
Um Natal "menos" em tudo o que é material. E "mais" em alegria, risadas, comunhão com aqueles que amamos, e confraternização.
Um Natal com mais divisão e com menos sobras. Nos cestos de lixo, nas geladeiras e nas parcelas do cartão de crédito. Essa é a minha sugestão.
Um Feliz Natal a todos vocês. Impressionante como tem gente atrasada - e pior - preconceituosa - nesse mundão de Deus. A pessoa é cheia de querer ser antenada, navega na internet, lê (ou olha?) algumas revistas, mas ainda assim acha que quem trabalha em casa é vagabundo. É... ouvi isso, hoje. Não percebem que essa é uma nova tendência de mercado mundial, que qualquer dia desses seus empreguinhos de "bater cartão" não existirão mais. Aí, vai ser tarde pra se adaptar à realidade, e como dinossauros, serão extintos. Esquecem (ou não sabem - ou não percebem) que a internet nos dá uma mobilidade fantástica, e que não é mais necessário "bater cartão" todo dia. Sendo free-lancer, então, não existe a necessidade de "lamber o chão onde o patrão passa", como também ouvi hoje... Isso em pleno século 21. Salta um candidato à extinção...
Cada uma que vale duas...
Não sei como vocês conseguem... (de novo) Sexta feira, dia 18/09/09, caí na besteira, de novo, de ir pra São Paulo de carro. Uma visita a um cliente, em São Bernardo do Campo... Eu tinha duas opções: Ou ir pela Anhanguera, e encarar o trânsito da Marginal Pinheiros, ou ir pela Dom Pedro, depois pegar a Fernão Dias, depois a Av. Luiz Inácio de Anhaia Mello, passando pela Mooca e Vila Alpina, depois o complexo viário Maria Maluf, passando pelo Cursino e Vila das Mercês, e depois a Anchieta, pra chegar no cliente. Claro... fui idiota de achar que a segunda opção era muito complicada, e fiquei com a primeira... Como me arrependi... Na Anhanguera, já na chegada a São Paulo, 4 Km de congestionamento. Soube, pelo rádio, que era devido a um acidente na Marginal Pinheiros, lá no comecinho, na altura da Ponte Engenheiro Roberto Rossi Zuccolo, onde um fiscal de trânsito fora atropelado. Ou seja, já havia reflexo até na Anhanguera. Comecei ame arrepender, e a lembrar velhos ditos populares, como “o barato sai caro”, nem tudo que reluz é ouro, quem tudo quer nada tem, essas coisas. Bom. Havia saído de casa às 06:50hs. Às 07:30, estava já parado no começo da Anhanguera, num dos maiores engarrafamentos da minha vida. Dali, até conseguir chegar à Av. dos bandeirantes, foram duas horas e meia, em meio a um anda-e-para de enlouquecer qualquer cidadão de bem. Nesse meio tempo, meu carrinho cismou que não queria chegar no cliente. Teve uma pane. Morreu em marcha lenta, bem no meio da terceira pista marginal. Apesar do trânsito parado, os loucos de São Paulo insistem em meter a mão na buzina, pra ganhar uns dois ou três metros de asfalto, querendo que a gente saia da frente a qualquer custo. A sorte é que a Marginal Pinheiros é plana, e consegui empurrar o carro para uma área de escape, tendo apenas que implorar para um caminhão me deixar atravessar em sua frente. Como estou Zen, resolvi que NEM ISSO me faria perder a paciência. Afinal, eu já estava muito puto com o trânsito, mesmo. Lembrei daquela música: "...você não vale nada, mas eu gosto de você"... Nem abri o capô do motor. Sentei, coloquei um Pink Floyd no player do carro, acendi um cigarro e fiquei admirando essa loucura toda. Carros de todos os tipos: novos, velhos, grandes e pequenos. Gente de todo tipo: simpática, alegre, mal-humorada, estressada, apressadinhos... Bom. O fato é que, após fumar o cigarro, dei na partida e o bichinho pegou. Toquei em frente. Ou pelo menos tentei. O trânsito continuava parado. Liguei para o cliente, informando que seria humanamente impossível chegar na hora marcada, pois já eram 9:00hs e eu mal havia saído do lugar. Um pouquinho mais adiante, faltando pouco mais de um quilometro pra chegar na ponte Ari Torres, onde eu entraria na Av. Bandeirantes, o negão (assim que eu chamo meu carro) resolveu, por conta própria, fazer mais um pit stop. Desta vez, havia um ônibus na minha direita, tão colado, que eu não conseguia abrir a porta. Tive que esperar o trânsito dar aquela “andadinha”, o ônibus sair do meu lado, pra poder abrir a porta, descer e empurrar o carro pra calçada. E, lógico, mais gente nervosa se apresentou. Afinal, o trânsito na minha frente havia andado fantásticos 4 metros, e eu ali, parado, sem sair do lugar, esperando o porra do ônibus liberar minha porta. Assim que o ônibus saiu, desci e toquei o carro pra calçada, em frente a uma garagem. De novo, resolvi que não esquentaria. De quente, já bastava o motor do carro e o tempo em São Paulo, naquela manhã. Mais um cigarro, mais um pouco de Pink Floyd. Pensei na vida. Acho que o carro está desregulado, afogando. Então, daí a uns 5 minutos, tempo suficiente para desafogar, dei na partida e o danado pegou na primeira, sem ratear. Bingo! Descobri o problema. Decidido a manter a cabeça fria, resolvi sair da marginal com o carro, entrando na primeira rua à direita que apareceu. Simpática ruazinha. Toda arborizada, um convite para descansar e sair do sol escaldante da manhã paulistana. Fiz isso. Parei numa sombra de uma árvore, e fiquei observando o trânsito entupigaitado na marginal. Menos de dez minutos depois, e já acostumado à sombrinha, o trânsito na marginal começava a andar. Saí do meu bem-bom, entrei na muvuca, e toquei pra Av. Bandeirantes, distante não menos que 2 km dali. O trânsito estava pesado, mas fluindo. Chegando na ponte, após tomar uma fechada de uma carreta, surpresa! Trânsito livre! Parece que a avenida havia sido aberta naquele instante. Nenhum trânsito. Tranqüilamente subo a Bandeirantes, sentido Jabaquara. Próximo ao aeroporto, um dos sinais fecha. Infelizmente, a mulher que vinha atrás de mim não percebeu isso. E lá se vai a traseira do negão. Uma bela porrada, que diminuiu consideravelmente o tamanho do porta-malas. Para não provocar novo engarrafamento, resolvemos logo a questão. Ela se comprometeu a pagar os estragos, me passou seu telefone, e ficamos de conversar depois. Eu tenho essa mania besta de confiar nas pessoas. Mas, por via das dúvidas, anotei a placa e o modelo do carro. Cada um entra em seu veículo e vai cuidar da sua vida. Toquei pro cliente. Hora: 10:00hs. Pegando a primeira saída da Imigrantes, cortei por Diadema, e cheguei no cliente às 10:26hs. Acabado. Esgotado. Nervoso. Irritado (mais do que eu achava que conseguiria evitar). Uma hora de reunião, pegando um briefing para um catálogo. Voltei pela Anchieta, pegando a saída da Rua Vergueiro. Lembrei do Celso, meu amigo mecânico que sempre me acudiu quando morei Vila Mariana e na Saúde. Estava pertinho, e dei uma passada lá. Matamos a saudade, jogamos conversa fora, e ele acertou o carro, que parou de afogar. Era perto da hora do almoço, e de repente me deu uma saudade do pastel do japonês que ficava no sacolão da Luis Góes, também perto de onde eu morei e onde a gente ia todo sábado, almoçar pastéis. Vou até lá, e – surpresa – o japonês não está mais lá há pelo menos 2 anos. Consegui descobrir seu paradeiro, perguntando para algumas pessoas. Agora, ele está na Chácara Klabin, num sacolão na rua Vergueiro. Ah, maldita mania de pastel. Achei, comi, matei a saudade (o pastel já não é mais o mesmo). Hora de voltar pra casa. Preciso tomar uma decisão: apesar de estar pertinho da Bandeirantes, lembro do meu pai, que nunca precisou me bater duas vezes pelo mesmo motivo, e resolvo fazer outro caminho de volta: Agora, era batata: Volto pela Mooca, Vila alpina, Luiz Inácio de Anhaia Melo, e de lá pego a Dutra, depois Fernão Dias e Dom Pedro, chegando em casa. Simples assim. Simples assim? Keep dreaming. Abasteço num posto e ganho uma lavagem grátis. O negão bem que merecia perder uns 10 ou 12 quilos de barro. Nada como uma ducha pra deixá-lo com cara de novo. Pena essa batida na traseira... Caio na estrada. Dali, até a Mooca, tudo parado. De novo. E depois da Mooca, também, até a marginal Tietê. Caio na Dutra, que tem trânsito bom. Somente até a saída para Fernão Dias que, inexplicavelmente, está parada. Mèrde, como diria meu amigo Claude. Lá na frente, depois do kartódromo, perto do Jaçanã. a coisa anda novamente. S´imbora pra casa. Viagem tranqüila, o negão não deu mais problema – bendito Celso – e segui tranqüilo até o “frango assado”, onde parei pra tomar um café e comprar o melhor pão de torresmo de Atibaia. Xixi, café, pão de torresmo, cigarro. Caio na estrada de novo. Negão pegou na primeira, sem problema. Logo ali na frente, está a rodovia Dom Pedro, onde chego em menos de 5 minutos. E a onde teria a última surpresa do dia. Chegando na Dom Pedro, entro no sentido Campinas, e não chego a andar nem um quilometro. Incrível: tudo parado!!! Estão construindo uma praça de pedágio em Atibaia, e simplesmente fecham a estrada para que alguma máquina ou equipamento atravesse o canteiro. Mais meia hora de lenga-lenga. Após as obras, o trânsito volta a fluir, e, ao fim e ao cabo, chego em casa são e salvo. Fisicamente esgotado, mas feliz. Feliz por poder desenvolver minhas atividades profissionais a partir de meu home-office, sem ter que passar por isso todos os dias, como milhares de paulistanos passam. Feliz por mais uma vez confirmar que nem tudo o que parece é; que às vezes o que parece ser uma boa idéia torna-se uma escolha horrorosa. Feliz por perceber, mais uma vez, que muitas vezes somos obrigados a conviver (ainda que a contragosto) com nossas decisões.
Preciso mandar o orçamento do catálogo para o cliente até segunda feira de tarde. Agora, fico pensando: incluo no meu preço o prejuízo com a porrada na traseira do negão?
Fuçando na internet (ah, a internet...) achei mais alguns comentários a respeito da obra de Ferenc Molnár. Obra esta que, volto a dizer: RECOMENDO, MUITO! Todo mundo devia ser obrigado a ler. Lembro dos tempos de escola, quando a professora nos fez ler o livro. Naquela época, ninguém gostava d eler. Só fui me interessar, mesmo, quando - coincidência - a professora que havia recomendado a leitura, avisou que iria passar o filme na TV. Assisti ao filme, e não resisti - li o livro. Várias vezes. Confesso que a ultima vez que o il faz uns 2 anos. Achei um livro num sebo, e nossa - na hora em que vi, fiquei muito feliz! seguem as matérias: | O que a imprensa diz sobre: MENINOS DA RUA PAULO, OS | Jornal do Brasil / Data: 29/11/2005 Preenchendo lacunas 'Meninos da Rua Paulo' é uma espécie de antídoto ao 'A arte da guerra' Paulo Polzonoff Jr Na minha vida de leitor há algumas lacunas realmente deploráveis. Não falo dos clássicos que jamais lerei, simplesmente porque não me interessam, ao menos não por agora; falo dos livros infanto-juvenis que emocionam gerações e criam meninos e meninas especiais, quando lidos na época certa. Bem, eu não li Os meninos da Rua Paulo, de Ferenc Molnár (Cosac Naify), na minha infância cada vez mais longínqua. Tento recuperar o prejuízo lendo-o agora, quando surgem, precocemente, os primeiros cabelos brancos. Não me arrependo. Se fosse escrito nos dias de hoje, eu diria que Os meninos da Rua Paulo conta a história de duas gangues rivais disputando um território. Como foi escrito, ainda bem, num tempo mais inocente, o livro conta a história de dois grupos de meninos que travam uma guerra de brincadeira por um território no qual podem brincar à vontade. Qual a diferença?, o leitor me pergunta. E eu, sem esconder a nostalgia, que a alguns pode soar patética, digo que a diferença está no modo de se encarar estas disputas tão comuns na infância. Gangues travam guerras. Os meninos de Molnár, apesar de compartilharem o vocábulo, exercitam a violência ingênua da infância. De qualquer forma, trata-se de um livro de guerra. A temática militar anda em baixa e é até vista com péssimos olhos pela pedagogia moderna (o que, talvez, explique a idéia de gangue), mas em Os meninos da Rua Paulo tudo passa pelo filtro da inocência e, muito mais importante, da honra infantil, que se reflete na amizade dos meninos que formam a Sociedade do Betume. Eles agem como um exército, inclusive no que diz respeito à hierarquia. É dentro desta estrutura que somos apresentados a Nemecsek, um menino franzino, quebradiço mesmo, que, na estrutura da Sociedade, ocupa o cargo mais baixo. Nemecsek faz de tudo para provar sua força e coragem. Assim, é ele quem descobre um caso de traição à causa da Sociedade. Adiante, é ele quem salva a Sociedade de uma vergonhosa derrota na batalha pelo terreno onde brincam. Mas eis que a história cede espaço à tragédia e o livro assume uma postura que, mais do que antibélica, como querem alguns, é de resignação. Minha personalidade inegavelmente bélica encontrou eco no romance de Molnár. Já fui de travar batalhas as mais estúpidas por motivos não menos estúpidos. Em meu favor, tenho a dizer que era ingênuo. E as guerras eram expressão da minha ingenuidade, da minha ilusão juvenil de perenidade. Cedo aprendi que as guerras são cada vez mais sem sentido e a coragem quixotesca, vista do futuro, sempre parece patética. Num mundo onde cada vez mais travamos batalhas estúpidas por motivos torpes, Os meninos da Rua Paulo deveria ser lido. Até como uma espécie de antídoto ao A arte da guerra, de Sun Tzu, usado como motivador pelos departamentos de recursos humanos das grandes empresas. Se bem que... esquece. Estou sendo ingênuo e belicoso novamente. | | | Carta Capital / Data: 1/6/2005 Os garotos eternos Os Meninos da Rua Paulo, clássico infantil, é relançado no Brasil jutno com uma obra inédita do autor, Ferenc Molnár Ana Paula Sousa Os personagens de Os Meninos da Rua Paulo habitam, intactos, a memória de quem os encontrou na infância. Criados em 1907 pelo húngaro Ferenc Molnár (1878-1952), eles têm corrido mundos e gerações e parecem, aos 99 anos, novinhos em folha. Relançado agora no Brasil, esse clássico infanto-juvenil faz brilhar os olhos de muita gente de cabelos brancos. E, como boa literatura que é, segue a maravilhar pimpolhos e a despertar reações infantis em adultos que nunca o haviam lido. Com a tradução original de Paulo Rónai (1907-1992), publicada pela Saraiva em 1952, a edição da CosacNaify (256 págs.) traz nas orelhas depoimentos de escritores e artistas que vêm reforçar essa aura de A Pál utcai fiúk, no original. Da escritora Tatiana Belinky, que leu a obra nos anos 50, ao músico Edgar Scandurra, que tomou emprestado o título para nomear um disco de sua banda, o Ira!, todos insistem no cararáter seminal do texto. Basta uma busca na internet para comprovar que é raro um país órfão de Os Meninos da Rua Paulo. Seja em inglês (The Paul Street Boys), francês (Les Gars de Ia Rue Paul), ou mesmo no improvável norueguês (Gutane Pra Piilgata), lá está a obra, sempre rodeada por comentários e lembranças. O texto deu também origem a dois longas-metragens e a uma série de tevê. No Brasil, o livro foi presente dado por muitos pais e integrou listas escolares por pelo menos três décadas. Mas, de meados dos anos SO para cá, foi sendo empurrado para o canto das estantes e só era possível encontrá-la numa edição da Ediouro, da qual já haviam sumido notas explicativas e até mesmo o nome do ilustrador, Tibor Gergely. Dramaturgo com peças encenadas na Europa e nos Estados Unidos e filmadas por Fritz Lang (Coração de Apache, 1934), Julien Divivier (Seis Destinos, 1942) e Charles Vidor (O Cisne, 1956), Molnár, que passou parte da vida nos EUA, é figura de renome no mundo literário. Mas é o livro infantil sua obra mais popular. E como bem assinala Rónai, até 1945, para um livro húngaro transpor as barreiras do idioma tinha de trazer uma mensagem de excepcional importância. História de turma, em que os adultos pouco importam, o título fala daquela fase da vida em que meninos e meninas são reunidos por pensamentos e curiosidades que os mais velhos já perderam. São os grupos, que parecem cimentados e eternos, que conferem identidade aos garotos e roubam a atenção que o professar esperava ver dedicada ao máximo divisor comum e ao mínimo múltiplo comum. É numa sala de aula, com a bolinha de papel que faz voar o recado, que Os Meninos da Rua Paulo começa. Mas seu desenrolar se dá num espaço fechado. A Rua Paulo, na Budapeste de 1889, abriga um terreno baldio onde um grupo de moleques joga pelá (uma espécie de tênis) e se organiza feito exército. Aquele lugar “é a sua planície, a sua estepe, o seu reino; é o infinito, é a liberdade”. Para protegê-lo, fortes com sentinelas de um lado e portão com ferrolho do outro. Entre os meninos, há o capitão Boka, "que tinha uma voz funda, meiga e grave, e o que dizia parecia com a voz", o franzi no Nemecsek, o único soldado raso do grupo, que chora porque não lhe dão jamais a patente de oficial, e Csónakos, dono de um assobio de locomotiva que ninguém conseguia imitar. A ameaçá-los, a turma dos camisas-vermelhas, que tem seu QG no Jardim Botânico, e decide tomar o cobiçado terreno para jogar péla. O líder dos rivais é Chico Áts, rapaz de voz forte, olhar severo e beleza marcante. João Carlos Marinho, criador de uma turma que também tem seduzido gerações, a Turma do Gordo, de O Gênio do Crime (1969), rascunha o sentido desses grupos. "A turma, na infância, é fundamental. Um professor meu dizia: até os 10 anos, vivemos para os pais. Dos 10 aos 20, vivemos para a turma de amigos. Dos 20 aos 30, para as mulheres...", e assim vai Marinho até chegar aos 70, quando "vivemos para os netos". Com personagens ricos em contradições e sonhos, o húngaro Molnár pinta a sua paisagem humana e a eterniza com valores como coragem, traição e amizade. "O romantismo que permeia o espírito marcial do livro, seu apego a questões de honra, o respeito que inimigos têm uns pelos outros (...) só podem ser entendidos à luz de um século XIX que ainda não experimentara os horrores da guerra total com os quais o continente se familiarizaria a partir de 1914", anota Nelson Ascher, no posfácio. Sob essa música doce do passado, ler ou reler a história é coexistir com a pró-' pria infância, mas também com um outro tempo, de cidades amáveis, mas jáameaçadas pelo progresso que traz junto edifícios e rouba terrenos para péla. "É dessas leituras que nos acompanham pela vida fora, livro de aventuras que vale por um estudo de psicologia, livro de memórias em que não se percebe a presença do autor, livro de guerra que nos reconcilia com a humanidade", escreveu Rónai, que nasceu na Hungria e veio para o Brasil em fuga do nazismo. Vem também de Rónai a observação de que os clássicos da juventude são, em geral, adaptações de obras escritas para adultos, como D. Quixote, As Viagens de Gullívere Robinson Crusoé. E a essa ponderação se emenda, por acaso, uma frase dita por Marinho. O autor de O Gênio do Crime recorda que, em 1907, não se pensava em literatura para adolescentes. O que se faziam eram livros infantis. "E o bom livro infantil é o que nos põe na literatura, no mistério de contar histórias. Livro para adolescente é uma invenção mercadológica. Na minha época, livro de adolescente era Júlio Verne, Emilio Salgari, Tarzã. Eram livros para adultos, mas que não exigiam a experiência da vida para serem compreendidos", alfineta. Nessa faixa riscada por Marinho seria possível enfileirar obras como Capitães da Areia (Jorge Amado), O Apanhador no Campo de Centeio (J.D. Salinger), A Ilha do Tesouro (Robert Louis Stevenson) ou O Ateneu (Raul Pompéia). Já Os Meninos da Rua Paulo é raro exemplo de obra que, pensada para as crianças, inverte o curso comum e devolve ao leitor adulto o seu passado menino. "Esse livro encaixa-se perfeitamente em nosso objetivo de publicar obras que sejam adequadas às crianças, mas que não as infantilizem, e que, por isso, podem ser agradáveis também para um adulto", diz Paulo Werneck, editor de infantis na CosacNaify que só foi ler a obra agora, aos 27 anos. Para Augusto Massi, o editor-geral, se não houvesse esse relançamento, o livro corria o risco de sumir aos pouquinhos. "Ele estava estacionado num patamar muito baixo. Quisemos resgatar o espírito do livro para colocá-Io de novo em evidência", afirma. "Até por isso, lançamos junto O Poste de Vapor , já que nenhum outro texto do Molnár tinha sido traduzido para o português." Nessa pequena novela (88 págs.), traduzida por Paulo Schiller, Molnár cria imagens que parecem saídas da mente infantil e impressiona pela capacidade de criar tipos bizarros, quase mágicos. A exemplo do que faz em Os Meninos da Rua Paulo, ele explora, em O Poste de Vapor, essas coisas incríveis da vida que são a imaginação solta, a boa conversa e a boa companhia. | Não sei como vocês conseguem... Hoje, para entregar um DVD com um trabalho, fui obrigado a ir novamente para São Paulo. Detalhe: um dia após o "caos" que a tempestade provocou na cidade. Como de costume, raramente vou à São Paulo de carro. Prefiro ir de ônibus fretado ou de trem, dependendo do horário e da pressa de chegar. Evito os horários de pico, quando o trem é inviável, pela quantidade de pessoas - invariavelmente maior que a disponibilidade de espaço nos vagões. Assim, hoje, com chuva, com horário marcado e pressa de chegar, fui de ônibus. Tranqüilo, ouvindo música no fone de ouvido do celular e dormindo na maior parte do caminho. Destino: Metrô Estação Luz - a última vez que tentei entrar na Estação Barra Funda do Metrô, tive um choque. Não consegui fazer a "baldeação" na estação Sé... Tive que voltar, tomar o trem no sentido contrário, até a estação Tiradentes para poder embarcar com uma certa calma. Muito bem. Comprei o bilhete e entrei na estação. Logo na linha de bloqueios, uma manada humana se espremia para passar pelas 5 catracas disponíveis. Fui reclamar com um funcionário: Se há 10 catracas, porque só disponibilizam 5? A resposta até que fez sentido: para controlar o fluxo de pessoas e evitar a aglomeração na plataforma. Qual nada. Finalmente, consegui passar pela "linha de bloqueios". Entrei. Entrei, modo de dizer: fui entrado. Chegando na plataforma, não havia lugar disponível para todas as pessoas. Vacinado pela experiência do outro dia, na estação Sé, querendo ir para a estação Paraíso, para embarcar para a Av. Paulista, tomei o trem na direção oposta: Tiradentes, onde havia lugar para ficar e sem aglomeração para entrar. Ao chegar novamente na Luz, - ah ah ah... as mesmas caras - todo mundo tentando se espremer na porta, para entrar, e eu bonitão, lá dentro do vagão... O trem chega à estação Paraíso. Quase impossível de descer do trem, de tanta gente na plataforma. Arrumei um cantinho e esperei que quatro composições passassem para poder entrar na quinta, ainda assim, no sufoco. Acho que estou ficando cada vez mais bicho do mato. Graças a Deus passo por isso só de vez em quando. Posso trabalhar em casa, enviar os trabalhos para aprovação via internet e eventualmente ir para São Paulo - sempre fora dos horários de pico. Fico imaginando as outras pessoas que enfrentam isso todos os dias... Andar de carro, em São Paulo, notei da última vez que fiz essa besteira - e confirmei hoje - está cada vez mais inviável. Parece que as pessoas não percebem que o espaço físico é limitado, e insistem em sair às ruas com seus automóveis, ainda que levem o dobro do tempo que levariam para percorrer a mesma distância de metrô. Onde vocês, paulistas e paulistanos, natos ou agregados, vão parar? Eu, se o bom Deus permitir, não volto a morar em São Paulo nunca mais. Prefiro acordar ouvindo os gritos das galinhas de angola no quintal às buzinas na janela do quarto, como ouvia quando morava na Vila Mariana. Shopping? Cinema? Hipermercado? Que fiquem na cidade grande. Tenho isso a 30 minutos de casa. E tenho também sapos e galinhas no quintal. E macacos no mato. Impossível, em São Paulo.
Sempre gostei desse livro. Agora, procurando pelo filme, que sei que foi feito nos anos 70, achei esse texto muito bom. Recomendo muito...
Existem obras que ultrapassam em muito seus objetivos iniciais, que começam singelas, sem grandes pretensões, mas acabam se tornando clássicos. No Brasil, tivemos Narizinho Arrebitado, de Monteiro Lobato, uma tímida incursão do autor pela literatura infantil (que não existia no Brasil na época), mas revelou-se um verdadeiro divisor de águas, fazendo com que posteriormente o escritor passasse a se dedicar apenas ao Sítio do Pica-pau Amarelo. Mas um caso muito mais extremo é Os meninos da rua Paulo (Cosac Naify, 2005, 256 págs.), de Ferenc Molnár. Este não só se tornou um sucesso mundial como ultrapassou as barreiras da literatura infantil. Tornou-se leitura adulta e virou até tema de uma música do Ira! ("Sou menino da rua Paulo, de um bairro em Budapeste, sou menino de São Paulo, lá da vila Mariana").
A música do Ira! explica, em parte, o sucesso do livro. Embora a história se passe na Hungria, no final do século XIX, ela fala sobre garotos de qualquer época, em qualquer lugar. Ela trata de temas universais: honra, coragem, traição, lealdade. Quando se tem 12 anos, esses são os temas mais relevantes do mundo. A lealdade ao grupo é o valor mais importante numa época em que crianças deixam a barra da saia da mãe e precisam encontrar novos modelos e novas formas de enfrentar o mundo. O grupo passa a ser a família, e os pequenos fatos envolvendo esse grupo refletem o mundo.
Em Os meninos da rua Paulo, um grupo de garotos usa um terreno baldio, um grund, como base de operações, um local em que jogam péla, brincam de clube, fingem participar de um exército, arremedam eleições. O grund é o império deles. Mas em outro local, numa ilhota no Jardim Botânico, existe um outro grupo com as mesmas características, com uma diferença: esses não têm um lugar próprio para brincar. A maneira encontrada para resolver a situação é invadir o grund do outro grupo.
A guerra tem uma espécie de aspecto mítico que fascina meninos nessa idade. A camaradagem, a coragem e a aventura que ela desperta podem ser vistas em diversos episódios da cultura pop. Do filme Conta comigo (baseado na novela O Corpo, de Stephen King) passando por episódios dos Simpsons e de Anos Incríveis, temos a missão militar como um ideal imaginado por garotos. Em Conta comigo os garotos precisam chegar ao local de um acidente para encontrar um corpo. Em Anos Incríveis os meninos precisam chegar a uma festa para adolescentes. Em Simpsons os meninos mais fracos precisam brigar contra os que os maltratam. O caráter militar é destacado até por marchas militares.
Em todos esses casos, a missão militar estilizada é um rito de passagem para a vida adulta. É um teste severo pelo qual muitos não passarão e continuarão sendo crianças para sempre, e outros sucumbirão. Os meninos da rua Paulo parece ser a obra que melhor expressou essa condição, daí o fascínio que sempre irá provocar. Junta-se a isso uma narrativa simples, mas fluente, com diálogos reveladores. Mólnar escreve como se estivesse simplesmente se lembrando de fatos acontecidos – o que leva vários pesquisadores a acreditarem que a história é auto-biográfica.
O autor, cujo verdadeiro nome é Ferenc Neumann, nasceu na Hungria, em 1878, numa família judia de classe média. Em decorrência de uma lei do Império Austro-Húngaro, foi obrigado a mudar seu nome para o idioma local. Trabalhou como jornalista, mas ficou famoso com o teatro. Suas peças foram encenadas em toda a Europa, muitas delas adaptadas para o cinema. Durante a primeira guerra, ele foi correspondente e viu rapazes defendendo suas trincheiras, o que pode, em parte, ter influenciado a obra.
No entanto, se o livro pode ser baseado em guerras de verdade, certamente o comportamento dos combatentes é idealizado. Há um rigoroso código de ética entre os rapazes, que não permite, por exemplo, que dois meninos ataquem só um. Em determinado momento a bandeira dos meninos da Rua Paulo é tomada pelos inimigos. Um dos meninos a traz de volta e é repreendido, sendo a bandeira devolvida. O general Boka, líder da patota, explica que só poderiam tomá-la em batalha. Quem dera nossos governantes tivessem metade do senso de honra e ética desses meninos.
Na Hungria o livro ficou tão famoso que um homem apareceu dizendo-se a inspiração para o personagem Nemecsek. Como resultado, começou a ser convidado a fazer conferências e contar reminiscências, ganhou presentes e até um apartamento, até ser desmascarado. De adorado, passou a ser odiado, pois ninguém lhe perdoava por mexer em um mito.
Se o livro vale apenas por seus méritos literários, o ótimo tratamento da Cosac Naif o valoriza ainda mais. A editora aproveitou a tradução feita por Paulo Rónai, ele mesmo um imigrante húngaro que, fugindo do nazismo, veio ao Brasil tornar-se um dos nossos mais importantes intelectuais. Aqui, traduziu A comédia humana, de Balzac, e organizou o volume de contos universais Mar de histórias, em colaboração com o amigo Aurélio Buarque de Holanda.
Além de manter a ótima tradução, a editora colocou textos introdutórios, posfácio, biografia do autor, do desenhista e do tradutor. Até a encadernação é caprichada, com orelhas longas, que firmam o livro e uma bela capa que flagra um momento de infância e reflete bem o conteúdo do volume.
É livro para comprar, ler e recomendar aos filhos.
Para ir além 

 Gian Danton Macapá, 13/8/2007 Forever Young (Bob Dylan)
Fantastica, interpretada por Joan Baez May God bless and keep you always May your wishes all come true May you always do for others And let others do for you May you build a ladder to the stars And climb on every rung May you stay forever young Forever young, forever young May you stay forever young. May you grow up to be righteous May you grow up to be true May you always know the truth And see the lights surrounding you May you always be courageous Stand upright and be strong May you stay forever young Forever young, forever young May you stay forever young. May your hands always be busy May your feet always be swift May you have a strong foundation When the winds of changes shift May your heart always be joyful And may your song always be sung May you stay forever young Forever young, forever young May you stay forever young
Talvez ninguém tenha reparado. Mas é bom saber: quem usa celular VIVO está sendo roubado, na cara dura.
Explico. Preste atenção ao fazer uma ligação com seu VIVO para qualquer número.
Já reparou que a ligação começa a ser cobrada assim que você disca, e não a partir do momento em que a pessoa atende? Ou seja, se seu interlocutor demorar 25 segundos para atender, você paga também por esse tempo em que o telefone está chamando. Comprovei isso através do extrato da conta. Após efetuar uma chamada de teste, deixando o outro celular tocar bastante, e depois só atendi e desliguei, tava lá, o tempo da ligação: o total de tempo aguardando ser atendido.
Ah, e outra coisa. Meu amigo Valdemi sempre reclama que demoro muito para atender ao telefone. Diz ele que o telefone chega a tocar até 11 vezes !!! Só que o meu telefone não toca mais que duas vezes!!! Ou seja, até nisso a VIVO é malandra. Não sei como, mas dão um jeito da chamada demorar para começar a tocar no telefone do destinatário, enquanto você aguarda, imaginando que o telefone do destinatário está tocando, mas não está. Desse modo, você demora para ser atendido, e passa a pagar mais.
Como este "blog" aqui do Multiply é meu único canal de comunicação com o mundo, fica o alerta. Vou tentar entrar em contato com algum jornal ou revista para expor isso. Vamos ver no que vai dar.
Mas tá valendo o alerta. Acho engraçado que seja proibido fumar em vários lugares. Veja bem: Sou fumante, mas não bebo. Concordo que a fumaça do cigarro é desagradável, até mesmo para fumantes. Concordo com a proibição de se fumar em locais fechados. Concordo que o cigarro mata. Concordo que os custos com saúde devidos a problemas com cigarro são altos.
Mas minha indignação é a seguinte: Alguém já ouviu falar de um fumante que atropelou 2 ou 3 pessoas por estar fumando? A meu ver, a bebida é muito mais perigosa que o cigarro. Está mais que provado que motoristas bêbados fazem mais estragos que motoristas fumantes. No entanto, não se proíbe a venda de cerveja, nem de bebida alcoólica. A tão falada "lei-seca" (com hífen, que sou das antigas) fez uma marolinha, quando foi implantada, e caiu no esquecimento. Até deputado bêbado já saiu matando gente. E os danos sociais causados pela bebida? Não são maiores que os causados pelo cigarro? Tá certo, o lobby da cerveja é mais forte que o lobby do cigarro. Mas acho que está mais que na hora de se rever essa questão da permissividade do álcool, principalmente entre motoristas. Afinal, o cigarro mata. Mas mata o fumante. Ou seja, quem fuma, sabe que vai morrer. Já o alcoolismo também mata, mas mata (geralmente) OUTRAS pessoas, que talvez até nem bebam. É um caso para se pensar... Impressionante: parece que todos os clientes estão lendo essas instruçõesMuitos clientes já viram isso. De fato, até fazem isso... 1- Microsoft Office Quando você tiver que mandar um documento para um designer gráfico, certifique-se que ele foi feito com algum programa do Office. Se você tiver que mandar figuras, você terá mais chances de enlouquecê-lo; ao invés de apenas mandar um jpeg, insira as figuras em um arquivo de Office como o Word ou Powerpoint. Não se esqueça de baixar a resolução para menos que 72 dpi, assim eles terão que contatar você novamente para pedir uma versão com a qualidade melhor. Quando você mandar a versão “melhor”, certifique-se que o tamanho seja no mínimo 50% menor. E se você estiver enviando as figuras por e-mail, esqueça de anexá-los de vez em quando. 2- Fontes Se o designer gráfico escolher Helvetica, peça Arial. Se ele escolher Arial, peça Comic Sans. Se ele escolher Comic Sans, ele já está 50% doido, então seu trabalho está 50% pronto. 3- Quanto mais melhor Suponhamos que você precise de um designer para um jornal. Designers gráficos vão sempre tentar deixar espaços em branco em qualquer lugar. Margens largas, o alinhamento, o kerning do texto, etc. Eles vão dizer que eles fazem isso para facilitar a leitura e manter um visual limpo e profissional. Mas não acredite nestas mentiras. Eles fazem isso para deixar o documento ainda maior, com mais páginas, e isto lhe dará mais prejuízos com a gráfica. Por que eles fazem isso? Porque designers gráficos odeiam você. Eles também comem bebês. Sem cozinhar, carne de bebê crua. Então certifique-se de lhes pedir para colocar margens menores e um texto muito muito pequeno. Diferentes tipos de fonte também são uma boa pedida (e você ganha bônus se pedir Comic Sans, Arial ou Sand). Peça clipart. Peça muitas figuras (se você não sabe como mandá-las, veja o item 1). Eles vão tentar argumentar e defender as escolhas deles mas não se preocupe, no final, o cliente está sempre certo e eles irão acatar todos os seus pedidos. 4- Logos Se você tiver que mandar um logo de um projeto particular para um designer gráfico, de um patrocinador ou parceiro por exemplo, certifique-se de que ele seja realmente pequeno e um gif ou jpeg de baixa resolução. Novamente, você ganha pontos se inseri-lo em um documento Word antes de mandá-lo. Agora você deve estar pensando que isto tenha sido suficiente mas se você quiser mesmo abalar a estabilidade mental de um designer gráfico, dê o seu melhor e mande uma versão do logo com um fundo que dificulte o seu recorte. Fundos pretos ou brancos devem ser evitados, já que são facilmente cortados com um layer style mais escuro ou mais claro no photoshop. Uma vez que o designer gráfico estiver trabalhando em um logo bitmap, diga-lhe que você precisa dele maior.Se você precisa de um logo customizado, faça os seus próprios rascunhos em um guardanapo. Ou melhor ainda, deixe seu filho de 9 anos desenhar isso. Seu rascunho não pode demorar mais que 5 minutos para ficar pronto. Você não quer algo detalhado e fácil de ser entedido, porque quanto menos um designer entender o que você quer, mais mudanças ele terá que fazer no futuro. Nunca aceite o primeiro logo. Nunca aceite o nono, faça-o fazer várias mudanças, cores, fontes e clipart. Peça-lhe para adicionar uma foto no logo. Cantos arredondados. Gradientes. Comic Sans. E quando ele estiver em sua décima tentativa, diga-lhe que você gostou mais da segunda. Eu sei, isso é cruel, mas lembre-se: designers gráficos são a causa do câncer de mama entre as mulheres de meia-idade. 5- Escolhendo suas palavras Quando estiver descrevendo o que você quer para um designer, certifique-se de usar termos que realmente não signifiquem nada. Termos como “jazz it up a bit”* ou “poderia tornar isso mais webístico?”. “Eu gostaria de um design bonito” ou “Eu prefiro gráficos legais, gráficos que, você sabe, quando você os vê você diz: esses são gráficos legais.” são outras opções. Não se sinta mal com isso, você fez a coisa certa. De fato, é a sua obrigação porque todos nós sabemos que em noites de lua cheia, os designers gráficos se transformam em lobisomens. * preferi não traduzir essa frase, acho q perde um pouco da graça xD 6- Cores A melhor maneira para escolher as cores (porque você não quer deixar o designer gráfico escolher) é escrevê-las randomicamente em pedaços de papel, colocá-los em um chapéu e sorteá-las. O designer gráfico irá sugerir que você fique com 2 ou 3 cores no máximo, mas não. Escolha quantas cores você quiser e certifique-se de fazer o sorteio no chapéu na frente dele. Enquanto fizer isso, cante uma música bem chata. 7- Prazos Quando for a sua vez de aprovar o design, relaxe. Não há pressa. Espere dois dias. Mais seis. Conforme o fim do prazo for chegando, contate o designer com mais correções e mudanças, certificando-se antes que ele não terá tempo para fazer. Afinal, os designers gráficos são responsáveis pelos ataques do onze de setembro no World Trade Center. 8- Acabe com ele Depois de aplicar todos os itens desta lista em sua vítima, faz parte da natureza humana (embora alguns irão argumentar se eles são humanos ou não) ficar um pouco inseguro. Conforme ele for percebendo que não pode satisfazer suas necessidades, o designer gráfico irá abandonar todas as suas esperanças de vencer uma discussão e irá fazer só o que você disser para ele fazer, sem questionar. Você quer aquilo em azul-tijolo? Então é azul-tijolo. Seis fontes diferentes? Claro! Nesta altura dos fatos, você deve estar pensando que venceu, mas não se esqueça do seu objetivo: ele tem que desistir desse negócio. Então esteja pronto para o golpe final: quando estiver em suas decisões finais sobre cores, formas, fontes, etc, diga-lhe que está desapontado com a falta de iniciativa dele. Diga-lhe que afinal de contas, ele é o designer e que ele deveria ser o cara que coloca sua experiência e seu talento no trabalho, não você. Que você esperava mais soluções e avisos sobre o design dele. Diga-lhe que você está farto desta falta de criatividade e que era melhor você mesmo fazer o seus layouts no Publisher ao invés de pagar por seus serviços. E aí está. Você deve ter um designer gráfico imobilizado em uma camisa de força em pouco tempo! Vi muito do nosso dia-a-dia nessas dicas…pqp…… texto do blog bravapropaganda http://roupanovaral.wordpress.com/2008/10/04/como-deixar-um-design-loco-em-8-licoes/
Dia 2 de maio fomos ao tal Hopi Hari. Programa inevitável para quem tem adolescentes e crianças na família. Mas com o ingresso a R$ 49,00 cada, não é programa pra qualquer um. Ainda bem que ganhamos três numa promoção. Assim, só paguei um. E, pelo que encontramos, achei que já foi demais. Iludidos pela proximidade do feriado do dia do trabalho, achamos que a maioria do público típico desse tipo de entretenimento iria viajar. Realmente, foram... para o hopi hari.
Fila imensas de pelo menos duas horas nos esperavam a cada atração. Assim, o que era para ser um dia agradável, tornou-se um teste de paciência. Mas, como uma primeira experiência, e para não azedar o dia da família inteira, resolvi não perder a paciência, e manter o bom humor. Apesar da decepção e do baque inicial, não consegui ir na atração que realmente me levou até aquelas bandas: a maior montanha russa de madeira da América latina. Só três horas de fila. Como eu não estava assim com tanta paciência, nem arriscamos. Passeamos, é verdade, gastamos o dia - e o dinheiro (ressalva: a lanchonete mais cara que eu já vi fica no Hopi Hari) de uma forma diferente, e no final, o convívio familiar saiu fortificado. Chegando em casa, e no dia seguinte, com as pernas doendo, de tanto andar, fiquei pensando – eu tenho essa mania: pensar – o que leva um cidadão, em plena consciência, a encarar um programa de índio desses, com a família inteira num sábado de sol? Será que Freud explica? Deve explicar. Afinal, Freud explica tudo. Mas em minha vã filosofia, não encontrei justificativa.
Tá certo, eu fui. Mas mais movido pela curiosidade (e pela oportunidade – afinal, havia ganhado os ingressos) do que pela diversão que eu já imaginava, estaria muito longe de acontecer.
Decidi. Daqui pra frente, só vou ao hopi hari se alguém for antes, e me ligar dizendo que está vazio. Afinal, daqui de casa até lá são menos que 30 minutos. Tá no Youtube:
Susan Boyle.
Quem não esteve fora do planeta nas últimas semanas já deve ter visto. Mas, enfim, se você é um daqueles que passaram a Páscoa e o feriado de Tiradentes em Marte, aqui vai o link:
http://www.youtube.com/watch?v=xRbYtxHayXo
Eu já tinha visto na tv, já tinha ouvido comentários. Mas hoje de manhã, vasculando de bobeira a Internet, resolvi entrar no Youtube e dar uma olhada geral. Esse link leva ao vídeo com legendas. Primeiramente, fiquei emocionado. Pela música, que é linda. Tanto que saí procurando desesperadamente tudo de Elaine Paige. Infelismente, não achei muita coisa, além de uns vídeos do musical "Cats", do qual ela participa, e de uma coletânea com os maiores sucessos. Mas achei no site Mininova os dois cd´s originais de “Les Miserables”, em francês. Lindo, também. Já valeu a pena. Se alguém quiser baixar, o link é:
http://www.mininova.org/tor/922923
Tem que ter um programa de torrent. Mas, repito, vale a pena.
Bom... recuperado da emoção que a música me causou, comecei a pensar (eu tenho essa mania - pensar): Como nossa sociedade está ficando preconceituosa... Fiquei mais emocionado ainda (também tenho essa mania - me emocionar). Até porque eu tenho um pouco de Susan Boyle. Todo mundo tem um pouco de Susan Boyle. A questão é: quem tem coragem de se mostrar? Apesar de ser um bom profissional (pelo menos EU acho), estou com 47 anos, sem emprego fixo, não sou nenhum Brad Pit, tenho os dentes tortos, estou um pouco acima do peso, moro no interior (melhor dizendo - no meio do mato), e penso que a dificuldade em conseguir uma colocação profissional deve-se, principalmente, ao fator “preconceito”. Preconceito pela idade, preconceito pelos dentes tortos, preconceito pelos poucos (ou muitos, como disse hoje o amigo André) cabelos brancos. O fato é que não se admite, mas ninguém quer contratar um “velho”. Pra que contratar um profissional com 25 anos de experiência, pagar um puta salário (vá lá, nem precisa ser um"puta" salário), se dá pra contratar dois ou três bem mais jovens e pagar a metade, seja lá ela quanto for? Tenho muita lenha pra queimar, mas infelizmente, só eu sei disso. Parece que quando a gente chega numa certa idade, se não está bem empregado, num daqueles empregos "prá se aposentar", está fadado a morrer de fome, pois ninguém quer saber de dar emprego a um “velho”. Não me acho velho. Pelo contrário. É só a casca de fora que ta meio acabada. Nada que uma boa funilaria não resolva. A dúvida é: como convencer as pessoas que por trás desta “forma decadente” (como diria o Mun-rá, dos Thundercats), existe ainda o vigor do jovem que sou e sempre fui? Existe um cérebro pensante, repleto de idéias e um corpo cheio de vontade de colocá-las em prática. Ééé, sociedade. Tá mais que na hora da gente rever nossos conceitos. Fica a lição da Susan Boyle. Se não ficar a razão, que fique a emoção.
A tradução (mais ou menos) da música é essa:
I Dreamed a dream (Sonhei um sonho)
Sonhei um sonho Com o tempo já acabado Quando a esperança era alta E Viver valia a pena
Sonhei que esse amor nunca morreria Sonhei que Deus perdoaria Que eu era jovem e destemido
Quando os sonhos foram feitos E usados, e desperdiçados Não houve resgate a ser pago Nem canção não cantada, nem vinho não provado
Mas os tigres vêm, à noite Com sua voz suave como um trovão Como eles traem sua esperança Transformando seus próprios sonhos Em vergonha.
E ainda assim, sonhei que ele veio até mim E que viveríamos nossa vida juntos
Mas há sonhos que não podem ser sonhados E há tempestades Que não podemos prever
Eu tive um sonho que minha vida seria Tão diferente deste inferno que estou vivendo Tão diferente daquilo que parecia E agora a vida matou o sonho que eu sonhei.
Por que um inseticida custa tão caro? Já pararam prá pensar? 6 ou 7 reais por 350ml de mata-barata? Lembro que quando eu era moleque, já existia o tal "baygon". A diferença é que era líquido, pra se colocar na "bomba de flitz". Mas o efeito, que eu me lembre, sempre foi o mesmo. Então, qual foi, desde aquela época, a grande inovação tecnológica que agregou tanto preço ao produto industrializado? Tudo bem que já contamos com mata-baratas (ou inseticidas, se preferirem) sem cheiro, menos tóxicos, etc...
Mas, pô... inseticida menos tóxico? O que eu espero de um inseticida é que ele seja MAIS tóxico, e não menos tóxico.
A gente espirra na barata, ela fica "muito louca", dá uns rolês, fica viciada que nem a baratinha dos quadrinhos, e depois pede outra dose?
Só colocaram o tal inseticida numa latinha, pressurizaram, mudaram a embalagem (sinal dos tempos) e colocaram um preço mais exorbitante que, a meu ver, não se justifica. Ou seja, o processo industrial de colocar shhhhhhhh na latinha aumentou em mais de sei-lá-quanto porcento o preço do produto. As baratas e o mosquito da dengue (pre ser mais "moderno") agradecem...  | a lista | Feb 26, '09 5:22 PM for everyone |
Profundo.... pra se pensar... A lista – Oswaldo Montenegro Faça uma lista de grandes amigos: Quem você mais via a dez anos atrás. Quantos você ainda vê todo dia? Quantos você já não encontra mais? Faça uma lista dos sonhos que tinha: Quantos você desistiu de sonhar? Quantos amores jurados pra sempre? Quantos você conseguiu preservar? Onde você ainda se reconhece Na foto passada no espelho de agora? Hoje é do jeito que achou que seria? Quantos amigos você jogou fora? Quantos mistérios que você sondava: Quantos você conseguiu entender? Quantos segredos que você guardava: Hoje são bobos ninguém quer saber. Quantas mentiras você condenava Quantas você teve que cometer Quantos defeitos sanados com o tempo Era o melhor que havia em você? Quantas canções que você não cantava. Hoje assovia pra sobreviver! Quantas pessoas que você amava Hoje acredita que amam você. Também recebi via e-mail, em vídeo, o qual transcrevi. Pra variar, veio sem créditos... Todo dia é um novo desafio a vencer. Desafios que aos olhos de muitos podem parecer tão simples, E para outros tão complexos e insuperáveis, Inerentes à condição física, idade ou sexo; Na verdade, são fases na vida de cada ser humano que jamais devemos esquecer. Isso nos servirá para não voltarmos insensíveis, frios e desinteressados. Isso nos servirá para valorizar a raça e a nossa condição de humanos Aceitar que temos direito a errar, aprender e superar-nos; A não deixar que a luta diária se torne a nossa cadeia perpétua. Dinheiro não é tudo na vida, e nem tudo tem preço. Não podemos deixar os valores fundamentais morrerem. É preciso resgatar a família, e de verdade. Dedicar o tempo de que precisam nossos filhos, irmãos, esposas, maridos, mães, pais, avós... Resgatar a verdadeira amizade, essa que não morre nunca, porque não tem compromissos nem laços sangüíneos, e surge livre e espontânea, sem pedir nem exigir nada. Resgatar a confiança das pessoas; Acreditar na palavra empenhada e cultivar, praticar e propagar a honestidade. Exigir o que é justo. Fazer valer os nossos direitos. E respeitar os direitos dos outros. Nunca foi tão necessário voltar a acreditar. Nos tornarmos homens e mulheres de fé, que acreditem num tempo melhor, para as novas gerações. Mas não é só falar. É preciso assumir um compromisso pessoal. Nos transformarmos em agentes de mudanças. Nos espalharmos na sociedade como um vírus na Internet e ver se de uma vez por todas conseguimos uma mudança real para nossa sociedade. E deixamos um Brasil melhor para os filhos dos nossos netos. Você e eu sabemos que o tempo é curto. Então, é tempo de começar. Acho que é do Zé Ramalho...
Não tenho certeza, pois veio sem crédito, em áudio, o qual transcrevi.
Outro dia me convidaram para irmos ao McDonald´s comermos Cheeseburger O salão estava lotado, fizemos os pedidos através de um tal de Drive Thru Os colegas percebendo minha irritação disseram: se tu tiver com pressa eles tem um sistema de delivery maravilhoso Desacostumado com este linguajar, chamei os cabras: Vamo simbora... Seguimos pela avenida Henrique Schaumann Onde pude observar um outdoor que estava escrito China in Box e uma seta indicativa: “Parking” Nós não paramos por lá não... Seguimos mais adiante, avistamos um restaurante bonito e luxuoso. E na porta de entrada uma luz néon piscando escrita: Open Quando eu olhei pro chão pude ver estampado em um capacho a bandeira americana me convidando: welcome. Ao adentrarmos naquele recinto eu pude observar na sua decoração e nas paredes estavam escritas assim: Ice cake, cheeseeg, cheeseburger e fast foód. Eu pensei comigo: fode, na Bahia, a gente usa numa outra situação... Do meu lado esquerdo uma garota tomava uma cerveja numa lata vermelha e azul cuja marca era Bud-weiser. O camarada que lhe acompanhava tomava a sua long neck Heineken Do meu lado direito uma loira bonita, peituda, falava pro cabra com voz sensual assim: Eu trabalho numa Relax for man. E ela pergunta pra ela: Fica próximo do motel My Flowers? E ela lhe responde: não, baby. Fica junto à nightclub Wonderfull Penetration A fome aumentava juntamente com a raiva, e eu não sabia se eu pedia um Hot dog ou um simples cachorro quente. Emputecido mais uma vez com aquela situação, chamei os caboclos: vamos simbora. Na saída o manobrista nos recebe e nos entrega a chave do nosso possante veículo, um fusca 68, fabricado em Volta Redonda, na época do presidente Juscelino Kubitscheck. Ele olha pra mim e me diz: Tank you sir, and have a good night. E eu usando toda a minha simplicidade e educação que eu aprendi no sertão da Bahia, eu olhei pra ele e lhe disse: Vá pra Puta que lhe pariu !!! Filtro solar! Nunca deixem de usar o filtro solar. Se eu pudesse dar só uma dica sobre o futuro seria esta: usem o filtro solar! Os benefícios a longo prazo do uso de Filtro Solar estão provados e comprovados pela ciência, Já o resto de meus conselhos não tem outra base confiável além de minha própria experiência errante. Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com vocês...
Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude. Ou, então, esquece... Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado. Mas pode crer que daqui a vinte anos você vai evocar as suas fotos, e perceber de um jeito que você nem desconfia hoje em dia, quantas, tantas alternativas se escancaravam à sua frente. E como você realmente estava com tudo em cima. Você não está gordo ou gorda...
Não se preocupe com o futuro. Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que pré-ocupação é tão eficaz quanto mascar chiclete para tentar resolver uma equação de álgebra. As encrencas de verdade em sua vida tendem a vir de coisas que nunca passaram pela sua cabeça preocupada, E te pegam no ponto fraco às 4 da tarde de uma terça-feira modorrenta.
Todo dia, enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade.
Cante.
Não seja leviano com o coração dos outros. Não ature gente de coração leviano. Use fio dental.
Não perca tempo com inveja. Às vezes se está por cima, às vezes por baixo. A peleja é longa e, no fim, é só você contra você mesmo.
Não esqueça os elogios que receber. Esqueça as ofensas. Se conseguir isso, me ensine. Guarde as antigas cartas de amor. Jogue fora os extratos bancários velhos.
Estique-se.
Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam, aos vinte e dois o que queriam fazer da vida. Alguns dos quarentões mais interessantes que eu conheço ainda não sabem.
Tome bastante cálcio. Seja cuidadoso com os joelhos. Você vai sentir falta deles.
Talvez você case, talvez não. Talvez tenha filhos, talvez não. Talvez se divorcie aos quarenta, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante.
Faça o que fizer não se auto congratule demais, nem seja severo demais com você, As suas escolhas tem sempre metade das chances de dar certo, É assim para todo mundo. Desfrute de seu corpo use-o de toda maneira que puder, mesmo!! Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele, É o mais incrível instrumento que você jamais vai possuir.
Dance. Mesmo que não tenha aonde além de seu próprio quarto. Leia as instruções mesmo que não vá segui-las depois. Não leia revistas de beleza, elas só vão fazer você se achar feio
Dedique-se a conhecer seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez. Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado e possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.
Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons. Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas e de estilos de vida, porque quanto mais velho você ficar, mais você vai precisar das pessoas que você conheceu quando jovem.
More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer. More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer.
Viaje.
Aceite certas verdades inescapáveis: Os preços vão subir, os políticos vão saracotear, você também vai envelhecer. E quando isso acontecer você vai fantasiar que quando era jovem os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes,e as crianças respeitavam os mais velhos. Respeite os mais velhos!! E não espere que ninguém segure a sua barra. Talvez você arrume uma boa aposentadoria privada. Talvez você case com um bom partido, mas não esqueça que um dos dois de repente pode acabar. Não mexa demais nos cabelos se não quando você chegar aos 40 vai aparentar 85.
Cuidado com os conselhos que comprar, mas seja paciente com aqueles que os oferecem. Conselho é uma forma de nostalgia. Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo, repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale. Mas no filtro solar, acredite.
Audiência no fórum de Campo Limpo Paulista, no dia 24 de abril de 2008, às 16:30 horas, me informa o advogado, Dr. Regis. Meu processo contra o Supermercado Russi, por causa de um sushi estragado, que levou minhas duas filhas a uma estada de dois dias no hospital. Eis que pinta um trabalho. Um vídeo a ser feito na Cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Finalmente, eu ia ter a chance de conhecer por dentro uma plataforma de extração de petróleo. Era a P53, em construção no porto da cidade. Bom. Rio Grande é uma das cidades mais ao Sul do Brasil, quase no Chuí, divisa com Uruguai, na ponta da Lagoa dos Patos. Mas pelo cronograma, sem problemas. A gente ia sair de S. Paulo no dia 22 de manhã, chegando lá por volta das 5 da tarde. Faríamos as tomadas até as 11 hs, do dia 23, em tempo de pegar o aviãozinho que nos levaria de volta a Porto Alegre, e de lá, outro vôo para S. Paulo, onde chegaríamos por volta das 20hs. Tranqüilo. Mas a lei de Murphy, naquele dia, mostrou-se mais atuante que nunca. A idéia era acordar de madrugada, para fazer umas tomadas externas da plataforma, com o sol nascente por trás, essas coisas. Depois, faríamos as tomadas dos trocadores de calor, fornecidos para a Petrobrás pela empresa que nos contratou para fazer o vídeo. Saímos do hotel às 6:00 da manhã, sem café (o hotel só fornece o café da manhã à partir das 06:30). Chegamos no porto em 15 minutos. Aí, começou a aplicação da lei de Murphy... Para entrar na área comum do porto, somente com autorização da receita federal. Mas qual funcionário público estaria no batente às 06:15 hs ??? Bom. Desistimos dessa idéia, e fomos para a área da empresa contratante, tentando entrar por ali. Outra decepção. Não havia ninguém para nos autorizar. Foi meio "marcação" - a gente devia ter visto isso no dia anterior. Bom... Por volta das 07:15, chega o encarregado que libera nossa entrada nas docas. Nessa hora, o sol ainda não havia aparecido. Nem iria. Ninguém imaginou que um puta nevoeiro iria cobrir todo o porto. Assim, desistimos também da nossa tomada de sol nascente por trás do navio. Mas pelo menos a gente ia entrar. Só que antes, mais uma notícia: para entrar, precisaríamos fazer um "curso intensivo" de segurança. Assistimos a um vídeo com instruções de segurança, assina ficha, pega equipamento: capacete, óculos, protetor auricular, crachás - dois - e vamos em frente. Modo de dizer. Com quase 50 Kg de equipamentos, é fácil dizer "vamos em frente". Na verdade, fomos de lado. E com essa perda de tempo, mais a burocracia a bordo, o que era pra ser feito em 4 horas tomou-nos o dia todo. O Waldir me perguntou se tinha problema eu ficar até o final do dia, partindo no dia seguinte, pra gente finalizar o trabalho. Eu fiz as contas de cabeça, calculando o tempo de volta para São Paulo, a fim de pegar a audiência. Dava. Topei ficar, e ficamos na plataforma até as 17:00hs. Saímos de lá quase mortos. Nunca vi tantos canos e tubos juntos, nem nunca na minha vida havia subido e descido tanta escada, entrado e saído de tantas saletas escuras e apertadas, nem nunca estive tanto tempo exposto a tanto barulho. Fomos para o hotel, não sem antes, graças à uma dica de nosso motorista/guia turístico nos levar para conhecer os Molhes de Rio Grande. Um enorme quebra-mar feito para proteger a entrada do porto de Rio Grande, onde fiz lindas fotos do pôr-do-sol. Voltamos para o hotel. Banho. Saímos para jantar. Restaurante legal. Quebrado, cansado e com sono, voltei para o hotel, com idéia de dormir. Bom... Surpresa. Nossos 4 quartos haviam sido reduzidos para 2. Como deveríamos ter feito o check-out às 2 da tarde, dois dos quatro quartos haviam sido reservados para outras pessoas. Demos um jeito e nos acomodamos, dois em cada quarto. Ademar, o câmera, ficou comigo no meu quarto. Acho que ele tava mais cansado que eu, pois deitou e dormiu. Que inveja. Eu não conseguia dormir, porque o cara roncava mais que um trator sem escapamento. Depois de um tempo assistindo filmes de sacanagem na TV paga, bem ou mal, consegui umas horinhas de sono. Acordo às 05:45hs do dia 24, o dia da audiência. Saí cedo, sem café, às 06:15hs, e deixei o resto da equipe no hotel. O vôo no aviãozinho para Porto Alegre estava lotado. Então começou a conspiração do Sr. Murphy. Cheguei no aeroporto de Rio Grande 45 minutos antes do embarque, e a notícia: Porto Alegre estava fechado, por causa da neblina. Comecei a ficar preocupado. Meu processo, que já tinha a duração de dois anos corria perigo, se eu não aparecesse na audiência. De Rio Grande, liguei para o advogado, relatando-lhe o ocorrido. Ele disse para que eu ficasse tranqüilo. Daria um jeito. Tentaria colocar a Rosangela, minha esposa, como minha representante. Mas que eu tentasse chegar à tempo. Como se pode ficar tranqüilo quando a situação sai absolutamente fora de seu controle??? Se ao menos eu soubesse voar... Enfim. Como sugeriu certa vez nossa ministra do turismo, relaxei e gozei. Descolei até um computador pra acessar a internet, e checar os e-mails mais urgentes. Após muitos cafezinhos, por volta de 09:00hs, Porto Alegre abriu e seguimos viagem. Depois de uma hora e meia de um vôo normal, finalmente, cheguei em PA. Corri para o balcão da TAM, para o check-in, mas, SURPRESA: o embarque do vôo para S. Paulo havia encerrado há 10 minutos, e o avião estava na pista. Praticamente implorei para a atendente me deixar entrar nesse avião, mas foi em vão. Pensei até em fazer como Bruce Willys, entrar na frente do avião nomeio da pista para pará-lo. Nunca fiquei tão nervoso por causa de 10 minutos. Nunca imaginei que 10 minutos fizessem tanta diferença. Nunca tive tanto tempo para pensar nesses 10 minutos como no dia de hoje, que estava só começando. Meu amigo Murphy cismava em aparecer novamente. Tive, então, que esperar mais 2 horas pelo próximo vôo para S. Paulo. Nesse meio tempo, consegui tomar uns cafés, cansei de passear pelo aeroporto, e até achei um lugar para dar uma carga na bateria de meu celular, que estava no final. 11:45hs: hora do embarque. O vôo sairia às 12:20hs. Há que se lembrar que a audiência seria em Campo Limpo Paulista, distante duas horas de S. Paulo, de trem (meu meio de transporte favorito, desde que decidi não vir mais à S. Paulo de carro, por causa do trânsito). Novamente fiz mentalmente as contas. Se corresse, teria até uma certa folga para chegar à audiência. Embarquei, na esperança de conseguir chegar à tempo. Dentro do avião, taxiando na pista, o piloto nos informa que, devido ao tráfego aéreo sobre Curitiba, não tinha autorização de partida, devendo esperar aproximadamente 40 minutos. Sinceramente, nunca xinguei tanto em 40 minutos. Os 40 minutos demoraram exatamente 50. Às 13:10, levantamos vôo. Novamente, e agora mais preocupado ainda, fiz as contas: 13:10, chegando em S. Paulo às 14:40, com sorte. Mais duas horas até Campo Limpo, daria tempo. Impressionante como quando você tem pressa, tudo parece andar devagar. A gente sabe que, numa certa altura do vôo, o piloto coloca o avião em "marcha lenta", para economizar combustível. Mas desta vez foi demais. O avião nem parecia um jato. Podia jurar que vi um urubu ultrapassando a aeronave, de tão lenta que ela estava. Descarreguei meu mau-humor na comida servida à bordo: kiche de legumes. Que porra é essa? Uma e meia da tarde, eu nem café da manhã tinha tomado, e os caras vem com esse negócio de kiche? Ainda por cima, com kani-kana? Eu ODEIO kani. Não comi. Pedi um salgadinho à comissária, que me trouxe uns amendoins. Foi meu almoço. Chegada em S. Paulo exatamente às 14:22hs. Prá variar, o avião parou no ponto mais longe do terminal para que desembarcássemos. Parecia que iria para Cumbica via terra. Como tem gente lerda, meu Deus... Quase 10 minutos pra sair do avião... E como eu não havia despachado minha bagagem, tendo-a levado como bagagem de mão, saí correndo do avião, para pegar o ônibus para o terminal. Mas parece que o motorista não estava nem aí com ninguém. Coitado, como ele iria imaginar meu problema? Do avião ao terminal numa velocidade de tartaruga. Saí correndo da área de desembarque, na direção da primeira placa de "saída" que eu vi. Vontade de mijar. Liguei pra Ro e pra Daniela (esposa e filha) dando instruções de nos encontrarmos no fórum. Merda !!! Nem reparei. Saí do lado errado do terminal. Nenhum táxi, nada... Mas, lá longe, chegando, um corsinha branco encosta, e desembarca uma senhora. Na hora, peguei o cara. Toca pro metrô S. Judas, que eu tô atrasado. O cara até foi legal, passando alguns sinais amarelos, e tal, apesar de eu tê-lo mandado se foder quando quis me cobrar R$ 255,00 pra me levar até Campo Limpo. Eu tava duro, e consegui chegar no metrô. Vontade de mijar. Mas Murphy e sua maldita lei estavam ainda de prontidão. Parecia que alguém estava de brincadeira comigo. Nunca vi o metrô tão devagar. Levou horas até chegar à Estação da Luz, onde eu pegaria o trem. Nessa hora, achei que a sorte havia mudado: o trem JÁ estava parado na estação, pronto para sair... Lotado, mas pronto para sair. E saiu. Vontade de mijar. Nossa. Parece que minha sorte estava mudando. Nunca vi esse trem tão rápido. Acho que agora vai dar tempo. No trem, ligo pra Daniela, dando parecer da situação e previsão do tempo de chegada. Só dependo agora da baldeação em Francisco Morato, onde pego o trem para Jundiaí. Cheguei em Morato às 16:10 hs. Cacete !!!! Vai dar tempo !!! Vai nada. O serviço de alto-falante da estação avisa: "Atenção, senhores usuários. Por motivo de manutenção na linha, as composições com destino a Jundiaí estão circulando com maior espaço e em velocidade reduzida". PUTAQUEOPARIU. Não pode ser. Juro que fiquei com vontade de dar uns chutes numa lata de lixo da estação. Mas coitada, ela não tinha nada a ver com isso. Acendo um cigarro, apesar de ser proibido fumar nos trens e nas estações, como faz questão de frizar a cada minuto o serviço de alto-falante. Foda-se. E se o porra do guarda vier me encher o saco, mando ele à merda. Ele não veio. Quem veio foi o trem. Hora: 16:30hs. FUDEU. Perdi a audiência. No caminho, liguei de novo pra Daniela dando um parecer da situação. Ela já tinha avisado o advogado que eu estava em Morato, e iria me atrasar. Mas o meirinho a avisou que as audiências estavam todas atrasadas, que estava tudo bem, e que iria dar tempo. Em 10 minutos, cheguei em Campo Limpo Paulista. Até que dei sorte: excepcionalmente, o trem parou do lado errado da plataforma, o que era bom, pois não teria que pegar a passarela. Saí pelos fundos da estação, pulei da plataforma para a rua, e lá peguei um táxi. O motorista nem colocou o taxímetro pra funcionar, e achou ruim comigo quando eu briguei com ele por querer me cobrar R$ 8,00 por uma corrida de 1.200 metros. Paguei, pra evitar me estressar ainda mais. Entrei no fórum. 3º andar. Mais escadas...Vontade de mijar. Quase sem fôlego, com dois palmos de língua prá fora, cheguei no 3º andar. O advogado estava lá, sentado, junto com a Rô, a Isabela e a Daniela. O juiz tinha feito duas audiências muito longas, e havia saído para um lanche. Consegui. Cheguei 40 minutos atrasado, mas consegui. Água. Sede. Vontade de mijar. Desço até o banheiro, lavo o rosto, mijo. No bebedouro, do lado de fora da sala de audiências, consigo água. Agora, é esperar pelo juiz. Somos chamados a entrar. Eu e a Daniela. A Rô fica do lado de fora, com a Isabela e minhas malas. Começa a audiência, 50 minutos de atraso. O juiz chama a testemunha do Russi: o supervisor de qualidade que presta serviços à empresa. A cada afirmação, à cada frase do cara, eu quero me levantar da cadeira e pegá-lo pelo pescoço. Filho da puta, mentiroso. Cochicho com o advogado, instruindo-lhe sobre as “falsas afirmações” do cidadão. Quando chega a nossa vez, Dr. Regis começa as perguntas. Cinco ou seis, não sei precisar, que o cara responde com a maior cara de pau. E quando eu achei que iria poder falar, afinal eu corri o dia inteiro para isso, o juiz dá como improcedente e encerra a audiência, por falta dos laudos médicos do hospital. Decepção total. Marcou uma nova audiência para daqui a sei-lá quanto tempo, até que se tenha os tais laudos médicos. Puta merda !!! Se o Waldir me ligar, dizendo que tem um trampo no Rio Grande do Sul, vou pensar duas vezes. Vai que tem uma audiência marcada nessa data... You got to be crazy, you gotta have a real need You gotta sleep on your toes, and when you're on the street You gotta be able to pick out the easy meat with your eyes closed And then moving in silently, down wind and out of sight You gotta strike when the moment is right without thinking.
And after a while, you can work on points for style Like the club tie, and the firm handshake A certain look in the eye, and an easy smile You have to be trusted by the people that you lie to So that when they turn their backs on you You'll get the chance to put the knife in.
You gotta keep one eye looking over your shoulder You know it's going to get harder, and harder, and harder as you get older And in the end you'll pack, fly down south Hide your head in the sand Just another sad old man All alone and dying of cancer.
And when you lose control, you'll reap the harvest that you've sown And as the fear grows, the bad blood slows and turns to stone And it's too late to loose the weight you used to need to throw around So have a good drown, as you go down alone Dragged down by the stone.
I gotta admit that I'm a little bit confused Sometimes it seems to me as if I'm just being used Gotta stay awake, gotta try and shake of this creeping malaise If I don't stand my own ground, how can I find my way out of this maze?
Deaf, dumb, and blind, you just keep on pretending That everyone's expendable and no-one had a real friend And it seems to you the thing to do would be to isolate the winner Everything's done under the sun And you believe at heart, everyone's a killer.
Who was born in a house full of pain Who was trained not to spit in the fan Who was told what to do by the man Who was broken by trained personnel Who was fitted with collar and chain Who was given a pat on the back Who was breaking away from the pack Who was only a stranger at home Who was ground down in the end Who was found dead on the phone Who was dragged down by the stone
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